segunda-feira, 29 de dezembro de 2014


pintura a óleo s/tela Emília Matos e Silva (colecção particular)

A Imagem Divina

Compaixão, Pena, Paz & Amor,
Todos lhes rezam no seu sofrimento;
E a estas virtudes de tanto fulgor
Entregam o seu agradecimento.

Compaixão, Pena, Paz & Amor
É Deus, nosso pai adorado,
Compaixão, Pena, Paz & Amor
É o Homem, seu filho amado.

Tem Compaixão humano coração,
E tem a Pena uma face humana,
Amor, a forma divina de eleição
E a Paz, o traje que irmana.

Todo o homem, em todo o clima,
Que, com dor, reza como é capaz,
Reza à forma humana divina,
Amor, Compaixão, Pena & Paz.

A humana forma amar é um dever,
Para os ateus, os turcos, os judeus;
Compaixão, Amor & Pena, haja onde houver,
Também é lá que encontrareis Deus.

William Blake, em"Canções da Inocência"
Tradução de Hélio Osvaldo Alves

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014




pintura a óleo s/tela e colagem em volume Emília Matos e Silva (colecção particular)

O verdadeiro conhecimento vem de dentro

Socrates

terça-feira, 23 de dezembro de 2014




auto-retrato físico e psicológico de 1975 (colecção particular)

O objectivo mais alto do artista consiste em exprimir na fisionomia e nos movimentos do corpo as paixões da alma

Leonardo da Vinci

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014


auto retrato Emília Matos e Silva -  desenho a lápis de cor 

Metade

Que a força do medo que eu tenho,
não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo o que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.

Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio...

Que a música que eu ouço ao longe,
Seja linda, ainda que triste...

Que a mulher que eu amo
seja para sempre amada
mesmo que distante.

Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimentos.

Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz
que eu mereço.

E que essa tensão
que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.

Porque metade de mim é o que eu penso,
mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado na infância.

Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.

Que não seja preciso
mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.

E que o teu silêncio
me fale cada vez mais.

Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.

E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.

Porque metade de mim é plateia
e a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada.

Porque metade de mim é amor,
e a outra metade...
também

Ferreira Gullar 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014


óleo s/tela Emília Matos e Silva (650 mm x 460 mm) p.venda


Entre o conhecimento do bem e do mal há uma grande diferença: o mal conhece-se quando se tem e o bem quando se teve; o mal, quando se padece, o bem, quando se perde

Padre António Vieira, em "Sermões"

pintura de Emília Matos e Silva

terça-feira, 9 de dezembro de 2014




Pintura de Emília Matos e Silva - Pôr do Sol 1973 (colecção particular)


Procura compreender o que dizem os artistas nas suas obras-primas, os mestres sérios. Aí está Deus

Vincent Van Gogh, em "Correspondência"

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014




óleo s/ tela Pintura de Emília Matos e Silva - Auto-Retrato (380 mm x 620 mm) p.venda


O tempo tudo tira e tudo dá; tudo se transforma, nada se destrói 

Giordano Bruno, em "Il Candelaio"


Memórias de Sintra III conjunto de quatro óleos s/tela  Capela de Sta. Eufémia da Serra de Sintra "Quem pela hera pa...